A Última Cidade Livre (2010)

by Plastic Fire

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recorded in Brasil, at Superfuzz Estudio and mixed and mastered by Gabriel Zander - 2010

credits

released November 11, 2010

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about

PlasticFire Rio De Janeiro, Brazil

Since 2006 - hardcore from Rio de Janeiro - Brasil

Daniel - guitar
Marcelo - drums
Marcio - bass
Reynaldo - vocal

Contato: parmameister@gmail.com

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Track Name: O Preço de Ser Impessoal
Todos têm alguma coisa pra dizer
Muitos dizem exatamente o que você deve fazer
Poucos fazem aquilo que convêm
Na verdade, olhe em volta,
Nada é fácil pra ninguém...

Todos mandam,
Muitos servem para obedecer,
Poucos agem,
Quem conhece ao certo o seu porquê?

Ninguém te oferece
Forças pra lutar...

...por que será?
Track Name: Crer e Observar
Parar e ver antes de começar,
Passando por tudo o que fez...
(aqui não é o seu lugar!)
Mesmo sem qualquer decisão,
Pensar é outra vez seguir em frente...
Enfrente!

E o que deve mudar?
Sem repetir o que passou...
O que deve mudar?

Antevendo o próprio fim...

Quando o passado nos atrapalhar,
Com planos que ninguém traçou
(há tanto para desviar...)
Variações hão de aprovar seu prumo,
Saiba que os rumos vão sempre induzir...
Você!

Tudo deve mudar!
Mesmo que seja pra pior...
Há muito o que mudar...

Nem que seja para ser o fim...

Anunciando, então, tantas limitações,
Aceito caminhar e, se não posso mais voltar,
Um novo passo é bem mais que um passo a mais
Fincando os pés no chão,
Minha maior vingança é me libertar...
Track Name: M.AS
Cuspo falácias displicentes em bocas pálidas
Insuficientes demais pra revidar
A este ataque verbal, semi-sub-liminar,
Que distribui respostas rápidas...

Infâmia, soberba, ingratidão
Des-racionaliza-se é convicção,
Nas línguas, desfeitas, sem significado algum,
Os sobrenomes incomuns...

Vai, segue assim, busca, então,
O teu lugar...
Vai, segue enfim,
Microcosmo a sangrar...

Carbonizei os bons costumes de tua moral sem ética,
Determinado em proclamar
O cinismo herdado de ninguém

E me livrei dos tais lamentos
De importância única,
Das lágrimas e injúrias
Impostas a nos castigar

Em força e alento, me fracionar
Nem sempre dividir é conquistar
Ostento, blasfemo o que quiser e só por mim
Pois por você não valho nada...

Vai, segue assim, busca, então,
O teu lugar de paz
Vai, segue enfim,
Microcosmo a sangrar...
Track Name: Esgrima
Não posso ficar
Muito tempo sem procurar
Um novo olhar

Ninguém consegue se direcionar
A ponto de não ter que encarar
Um outro olhar num outro olhar

Velhos dardos são lançados
E este é sempre o mesmo o jogo
A cada brecha oferecida
A batalha se impõe

Menos sentido, mais coração,
Mais raciocínio, menos opinião,
Mais importância, menos importação!!

Sem floreio e nem sequer lirismo algum:
Estou sendo transpassado pelo ar...

Não posso ficar
Muito tempo sem enfrentar
Um novo olhar!

Ninguém consegue se distanciar
A ponto de não desafiar
Um outro olhar num outro olhar

Na contagem dos instantes, o duelo está travado
Cada um exibe as armas que carrega em si...

Menos ciência, mais solução,
Mais devaneio, menos definição,
Mais existência, menos explicação!

Sem floreio e nem sequer lirismo algum:
Estou sendo esmagado por você...

...!não!...
Track Name: A Última Cidade Livre
A última cidade livre germinou
E apontou pro alto rumo ao firmamento
Latitude: movimento

A última cidade livre avançou
E encarou a guerra como crescimento
Longitude: pensamento

O gigante já não dorme mais
O gigante já não cala!
O gigante já não dorme mais
O gigante faz!

A última cidade livre

A última cidade livre se desfez
E fez de sua lápide a final morada
Latitude: renegada

A última cidade livre se refez
E se arriscou à liberdade ignorada
Longitude: desregrada

O gigante já não foge mais
O gigante já não fala!
O gigante já não foge mais
O gigante jaz...

A última cidade livre

Tarde demais?
Track Name: Eu, o Aríete e a Muralha
Tanto para arrazoar, e o que nisso importa?
Quais miragens vão me aprisionar?
Farto de me impor pretextos
Que me mostram apenas as costas,
É chegada a hora da ação!

Não espere muito deste corpo
Ou você vai se machucar!
Vou chegar, sim, onde deveria estar
Mas apenas por merecer!

Vitória! o que quero, é o que quero!
Vitória! o que importa é o que importa!
Vitória! o que quero, é o que quero!
Vitória! o que importa é o que importa e só!

Esgotado por buscar articular idéias,
Soterrei meus próprios ideais
Sobrepondo decisões, aniquilando prioridades,
Os seus conselhos me são tão fúteis

Acho que eu já me maltratei demais
E estou cheio deste que sou
Reformular toda a minha trajetória:
É a história que me sobrou!

Vitória! o que quero, é o que quero!
Vitória! o que importa é o que importa!
Vitória! o que quero, é o que quero!
Vitória! o que importa é o que importa e só!

Um novo tempo a se anunciar
Me obriga a revisar tudo o que estava escrito
E a utilidade de se renovar
Demonstra o dinamismo de todo este conflito
E a cada nova meta, tão pouco se faz continuar...
Conjecturas não são nada além do que outras suposições...
E não é nada demais, se tudo aquilo que nos oprime,
Então, desmoronar...
Track Name: Frases de Vidro
Por quantos condenado a me abandonar
Em mil derrotas guardadas por nada?
Vivo determinado a não estipular
O que se modifica a portas fechadas

Atitudes irrisórias
(qual poder você tem sobre si?)
Alimentam o que faz de você
Estas doses de inércia?

De que me vale ser deixado pra trás, a penar,
Afogando entusiasmos em desilusões?
E num instante, pensativo e seguro, me modifiquei
Aprendendo cegamente a cultivar o que sempre encobri

Muitos se oferecem para te auxiliar
Com a rapidez que limita a memória
Cuidados palpitantes só fazem anular
Os horizontes de quem teme o que é real

Penitências acatadas
(e se você pudesse se transformar?)
Ratificam novos modos de ser
Nestas formas de punição?

Quem te vicia nesses vícios que só você tem?
Cartas marcadas sobre as chagas de quem é inocente
E, a ferro e fogo, eu me contento em ser um eco no abismo
Percebendo como insisto eternamente em me repetir
Track Name: Carpe Dying
Acolhido pelo estado, aliado dos mortais,
Destinado ao consumo e, em suma, apenas sou mais um

Sonho com o que é possível, nada além do trivial,
Atolado no comum, de braços dados ao normal

Algo me tortura e cega, mas eu não sei bem o que
Tenho medos e receios e não sei pra onde vou...

Ganho menos que mereço, penso em larga produção,
Faço o lucro do comércio imerso em minhas pretensões

Protegido pela igreja, indo rumo à salvação,
Acredito no que vejo e não enxergo o que é real

Que angústia toda é esta? não consigo descobrir...
Sobre o que não me abandona e aprisiona o meu viver...

Acho que está tudo certo, mas, de certo, nada sei
O culpado por meus erros não é nada além de mim...